quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sobre o Meu Diploma

Daí que eu passei cinco anos na faculdade pra nada...

Como é triste saber disso. Saber que a profissão "Jornalista" não é uma ciência, não carece de estudos avançados nem de técnicas. É da área "das artes e da literatura". Não foi assim que um dos Ministros do Supremo falou?
Sabe o que ele quis dizer? Eu também não...
Talvez ele estivesse se referido as artes circenses, vai saber...
E a cara do Bonner e da sua Digníssima? Sorrisinho sarcástico, como se estivessem dizendo: "Só existem duas vagas boas no país, e elas já são nossas..."
Daí a gente pode se conformar: mas os concursos só poderão ser feitos por quem possuir nível superior na área! Aí é que a gente se engana... Qual empresa vai querer pagar honorários jornalísticos para um profissional, podendo optar por um "desvio de função"
- Ah, chama aí aquela secretária que faz poesia pra fazer um release rapidinho!
Faça-me um favor!!!
Day, querida, desista da faculdade. Vc já escreve perfeitamente bem, é desenrolada e proativa. Precisa de mais nada pra ser jornalista. Você já é uma, por opção!

Eu poderia escrever mais um monte de coisa! Tanta coisa poderia ser dita! Mas estou cansada, com o coração doendo do tempo perdido, que diferente deles, para mim é ouro!

Já disseram por mim:

Golpe 1
18/06/2009 19:13

Oito contra oitenta mil - Oito contra 180 milhões

Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo. Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009. Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

(copiei daqui)

sábado, 6 de junho de 2009

Pare e Ouça

Se você escutar alguém falar seu nome para outra pessoa, pare e ouça o final da conversa. Se tiver muita intimidade com esse alguém, pergunte sobre o que estão falando. Se não tiver, ou se por acaso estiver desconfiada de alguma coisa, pare, disfarce, fique por ali e escute o final da conversa. NEM SEMPRE, repito, NEM SEMPRE estarão falando mal de você. Às vezes, por mais surpreendente que possa parecer, estão lhe elogiando ou defendendo, de certa forma.

Preocupe-se também com o que a pessoa sente por você. Às vezes ela gosta de você de graça, sem cobrar nada em troca. E se você não gosta tanto dela assim, ou não gosta nada, mesmo assim não é de bom tom fazer comentários maldosos sobre ela. Às vezes a pessoa nunca imaginaria que você fosse capaz de tamanha maldade. Então, disfarce. Não estou pedindo pra ser falsa. Estou pedindo pra ser cordial, já que você não tem coragem o suficiente para uma ter uma conversa franca.

Faça-me o favor!!!

Eu não tenho muitos amigos

Sabe aqueles amigos mesmo, que a gente pode contar tudo que acontece em nossa vida? Pois é... Amigos assim, não tenho. Sou amiga de alguns, que confiam em mim, contam seus segredos, seus medos, anseios, ligam quando estão com problemas, quando estão felizes, etc. Eu não. Não ligo pra nenhuma pessoa quando tenho problemas. Converso com meu maridón, mas esse não conta. Ele sabe dos meus problemas, minhas alegrias, tristezas. Nem minha mãe. Também não conta.

A culpa, com certeza não são das pessoas que me cercam. É minha. Minha culpa, minha máxima culpa. Não sei falar de mim... Às vezes até começo, meio devagar, meio pé-atrás, mas basta a pessoa desviar o olhar [ou nem olhar] um tantinho que seja, que paro o que estou falando. Acho que ninguém merece saber dos meus problemas. Ninguém. Nem este blog, que é meu, fruto do meu pensamento. Nem ele.
PS: Só desabafo, liguem não.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Romance de Elite

Assisti ao filme Romance. Amei. Uma mistura de tudo que eu gosto, necessariamente nesta ordem:
Wagner Moura.
Nordeste.
Teatro.
Cinema Nacional
Guel Arraes.
Tristão e Isolda.
Andréa Beltrão.

E, para aproveitar a onda de assistir aos filmes bem depois que são lançados (é que gosto de ver em casa, no conforto do meu lar, voltando várias cenas, e comprando o dvd mais barato), assisti também a Tropa de Elite. óóóóóóóóó

Podem rir. Eu nem ligo. Assisti depois que a música (pa pa pa pa pa pa pa) saiu da minha cabeça, depois que o povo da rua cansou de dizer "Pede pra sair, 23" [e nem tem isso no filme - não com o 23, mas com o 01], depois que a febre cedeu... Eu tinha certeza que ia gostar de ver. Já tinha começado algumas vezes [faz tempo que tenho o dvd do filme], mas tinha medo que acabasse logo e ficasse um vazio, como de certo ficou.

E, quer saber, estou encantada com o filme. Aliás, com os dois filmes. São aquele tipo de filme que fica na nossa cabeça um tempão depois que os créditos sobem. Não recomendo porque não deve ter ninguém ainda sem assisti-los. A única doida aqui sou eu!

Por falar em doida, só eu acho o Wagner Moura a cara da Tatiane Goulart e vice-versa???




Xêros!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Prêmio Tim de Música

Meu primo Max está na final do Prêmio Tim de Música. Não preciso nem dizer que estou orgulhosíssima, né? Então...

Ele concorre na categoria "Melhor Grupo Regional", com seu Grupo Fim de Feira. A premiação será no dia 1º de Julho, no Canecão, Rio. Por que estou dizendo tudo isso? Além do orgulho, é claro, tem voto popular também. "Vumbora" votar neles?

Acessem aí e votem, por favor: http://www.premidodemusica.com.br/

Valeu!

sábado, 30 de maio de 2009

Leituras

Tenho lido tantos blogs ultimamente... Blogs de pessoas chiques, elegantes e que gostam de se cuidar. E eu aqui, dando milho aos pombos... Então, resolvi parar e pensar:
- O que estou esperando acontecer para começar a cuidar de mim?
Sou tão relaxada e indisciplinada. Começo e nunca termino dietas, caminhadas, exercícios, deixar as unhas crescerem, hidratação no cabelo, uso de cremes no corpo e no rosto. Compro tudo, mas não uso. E os produtos passam o prazo de validade... Até filtro solar esqueço de passar! Às vezes até lembro, mas não passo! Não sei o que tenho nem porque sou assim.
Mas quero começar. Gente, já tenho 30 anos! (Ui, nunca falei isso em voz alta). Preciso acordar. Hoje comprei desodorante, sabonete líquido, hidratante facial e labial. Paguei caro, eu sei. Mas fiz isso pra tentar usar. Se não for pra me cuidar, que seja com pena do meu bolso!
Essa semana vou comprar um tênis novo e vou começar a caminhar. Sozinha, mas vou tentar. Quero viciar... Academia ainda é um problema pra mim!
Por favor, quem encontrar comigo na rua dá um grito! Preciso acordar!!!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Registro de Nascimento

Desde criança, eu sabia que nome daria à minha filha. Mesmo querendo que o meu primeiro filho fosse um menino, quando engravidei, até descobrir o sexo do bebê, eu ainda não tinha resolvido que nome dar a ele, se fosse menino. Eis que, quando o médico falou: "Estou vendo um saquinho e uma pitoquinha!" o único nome que me veio à mente foi Arthur.

Esse era o nome que a minha irmã tinha escolhido para o filho dela, caso ela tivesse um, algum dia. Tratei logo de tomá-lo pra mim, aliás, para o meu baby. Ela permitiu, é claro! Na época a Globo começou a exibir uma novela onde um dos personagens principais chamava-se Arthur. Até então, eu não conhecia muitos Arthurs (sei nem como é o plural). Pensei que, por causa da novela, iriam surgir vários. Dito e feito! Mas, mesmo assim, não desisti do meu Arthur.
Eu queria um só nome pra ele, pois colocaria 3 sobrenomes e não queria que ficasse muito grande. Quando escrevi as iniciais, elas ficaram assim: APHA. Aí pensei: "Puxa, só falta um L pra ALPHA". Comecei a buscar nomes com a letra L. Num livro, vi que Lincoln significava "Cidade do Grande Lago". Minha mãe bateu o martelo: "É esse, tem tudo a ver". O pai aprovou e ficou decidido: teríamos o nosso ALPHA, o início, o primeiro!
Em relação ao nome da menina, eu sempre quis que fosse Letícia. Daí, uma prima engravidou e colocou este nome na filha. Não que eu queria um nome exclusivo para a minha filha, mas quero que seja exclusivo pelo menos na família. Tratei de procurar outro nome: Isabela, que significa "presente de Deus". Daí que acontece a tragédia com a garotinha Isabela Nardoni. Desisti. Escolhi outro nome: Eloah. Aí, vocês já sabem o fim trágico de Eloá Pimentel.
Não! Eu não estou grávida e ainda não decidi se vou querer um segundo filho. E mesmo que eu decida por isso, não saberei se será uma menina. Mas se for, quero registrar que escolhi outro nome: Alice. Por favor, que nenhuma tragédia aconteça com mais ninguém neste país, principalmente com as Alices.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quer me irritar?

Então, ultimamente:
1. Fale comigo em tom de suspense e espere que eu complete a frase ou pergunte o que vem depois.
2. Fale com voz de criança com seu namorado/marido na minha frente.
3. Faça burrices no trânsito.
4. Fale algumas dessas palavras perto de mim: Inspeção, Correição, CNJ.
5. Seja um tremendo puxa-saco.
6. Me acuse de algo que nao fiz, sem ao menos perguntar antes.
7. Não atenda seu celular quando eu ligar.
8. Fale da forma como eu educo meu filho.
9. Me prometa uma coisa e não cumpra sem ao menos me dar uma satisfaçãozinha que seja.
10. Aperte meu nariz, por mais que seja uma brincadeira.

Vá ser chato assim lá na baixa da égua!!!

domingo, 5 de abril de 2009

Do que me assombra

MALDITA MODERNIDADE
Aí você anda de escadas rolantes, e esquece como se sobem os degraus.
E liga o ventilador, e esquece como é o vento.
Usa chinelos, e esquece de como é gostoso ter os pés sujos.
Fecha as cortinas, e esquece como é o sol.
Fala com os amigos pela internet, e esquece como se dá um abraço.
E tira mitas fotografias, e se esquece de apreciar a paisagem.
Compra presentes, mas esquece de estar presente.
Usa perfume, e esquece o cheiro da pele.
Vive em função do fim do mês, e esquece os dias.
Até que um dia morre, se esquecendo de ter vivido.

Lendo o Outro blog da Ana, encontrei esse texto. Fiquei encantada com a forma que ela traduziu tudo que tenho medo. Por vezes, meu filho e meu marido ficam vendo televisão enquanto eu navego na internet. Aí, em tempo, tenho um estalo, desligo o computador e corro pra perto deles dois. A gente acaba brincando e esquecendo a televisão. Isso tem que ser uma constante. O computador e a televisão devem ser usados apenas nas horas em que estamos sozinhos ou, ao menos, transformar o programa da tv numa diversão familiar. Devemos também esquecer um pouco a câmera fotográfica. Até porque elas nunca conseguem captar da mesma forma que enxergamos. O essencial é vísivel aos olhos. SIM. Obrigada Ana, pelo texto belo. Seu blog é lindo e recomendo demais. Mas vou agorinha mesmo desligar o computador e desenhar com meu guri.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Paredão do BuddyPoke

Diante de tantos (milhares) de comentários sobre a minha aparência buddypokeana, peço às minhas leitoras que votem neste paredão. Com qual pareço mais? Por favor, me façam no BuddyPoke de vocês e mandem pra mim. Preciso me encontrar!!! (Criste virtual-avatariana, em homenagem à minha primusca Day).

Tenho sardas, não tenho?
Meu cabelo é comprido, não é?
Minhas sobrancelhas não são iguais às outras disponíveis, não é?
A questão é a roupa, cor da pele e cor do cabelo? Agora pirei!